29 maio 2011

infinity

Estava à tua espera na paragem, quando vejo o autocarro ao longe…pára e sais. Sorris para a mulher da tua vida – como me tratas – e beijas-me a testa. Não consegui dizer nada. Estava demasiado bem para fazer sair de mim algum tipo de palavra. Agarrei-te e dirigi-te para o sítio de sempre. E aí ficamos sossegados, calmos. Nenhum barulho se fazia chegar aos ouvidos. O eco do teu pensamento fazia questão de me invadir a cada palavra pronunciada. Não fiz comentários. Dei-te um beijo no olho, seguido de um abraço. Arrepiei-me. Arrepiei-te. Ficando de costas para ti, com as pernas esticadas no banco e com os teus longos braços à volta da cintura…e, uma lágrima escorre. Sem veres. Decidi dizer “ vou ter saudades tuas quando fores “, algo que ansiava já há muito por dizer. Dito. Desta vez, não apreciei as palavras, apreciei a maneira que encontraste, com que eu percebesse que também irias ter minhas. Imensas saudades minhas. Sem teres dito nada. Nada. Recebo o teu sorriso, o espelho da alma. Um sorriso triste porque sabes que a distância nos separa, não separando. A realidade é essa. A realidade é dura. Mas ninguém nos vê como nós nos vemos. Vejo-te perto. Sinto-te perto. Dormes todas as noites comigo. Respiro-te. Transpiro-te. Inalo-te…amor. E tu sabes, sempre fizeste questão de saber. Infelizmente, chegou a hora. Autocarro para apanhar. Dás-me um beijo e dizes “até já “, mesmo sabendo que só me vês dali a uma longa semana.

8 comentários:

ines disse...

está perfeito ivone, se soubesses como este texto me diz tanto...

disse...

adorei*

Raquel disse...

obrigada ivone. :)
adoro *

Filipa Seixas disse...

perfect :)

Mafalda disse...

Está lindo Ivone:)

Sara Martins disse...

eu adoro, adoro *

inês disse...

obrigada minha linda

morabeza disse...

tens de por ali nas reacções o "AMEI" porque é isso que senti ao ler uma descrição tão profunda e emotiva e ao mesmo tempo real de algo que acho que muita gente já sentiu