29 março 2012

-Que inferno, isto está a tornar-se insuportável!
-O que se passa? Diz-me.
(Todos os pensamentos que surgem pela noite dentro, insuportável quando tu apareces e me fazes crer que mereço um pouco mais de ti. O que é que te fizeram? De que é que tens medo? Eu não te farei mal. Eu não te farei o que algum dia me fizeram a mim. Isso posso prometer-te e garantir-te. Se alguém fosse capaz de perceber a estima que te tenho, e o quão profundo consigo ver-te...sem tu perceberes, nem tu negarias tais palavras. Isso é insuportável. É insuportável saber que não percebes a importância da espera, da persistência e que vivas como se o que nutro fosse descartável. Dói. Temo por isso. Mas temo mais por pensar que algum dia poderei parar de sentir tal coisa. Assusta-me mais isso. Assusta-me a ideia de que com essas atitudes, eu comece a esquecer, involuntariamente. E esquecer é tão triste. Mais triste ainda do que as longas noites de alma vazia. Mas eu sempre saberei manter-te por perto, nem que seja, somente em memórias. Não gosto de despedidas. Quando fores embora, não avises nem venhas até mim. Só...vai.)
-Nada que não passe, nada que não passe...

2 comentários:

Sara Almeida disse...

por vezes é preferível guardar-mos só para nós... eles nunca percebem metade :)

Esther disse...

não cometas esse erro! exprime-te. mostra o que sentes! não tenhas medo de falar, de esmagar, de ferir com palavras, de mostrar verdades, de encaminhar o amor. porque é tudo isso que se faz com palavras. e também se erra assim mas tu precisas de falar. calar não é a solução.