30 janeiro 2012

Vivemos num mundo em que a normalidade é levada à loucura e à desvalorização. Não me deixas outra opção, senão fugir da norma. A ideia de que temos que viver sozinhos é crua e escassa em possibilidades. Tenho várias palavras para te dizer, de várias formas até, mas haverá sempre alguma muito complicada de se dizer. Nunca deixámos de ser aquilo que somos, para sermos aquilo que não somos. Não depende da minha vontade, dar forma ao teu conteúdo, à tua existência, e assim então, ao teu propósito aqui. Juntamente com a leitura do interior, juntam-se os obstáculos, que a sinceridade ultrapassa com as palavras mais óbvias. Acredito que ainda há coisas para descobrir, coisas que ainda ninguém referiu, que ainda haja alguém que dê o mínimo de significado ao mundo conquistado... e à Natureza por si absorvida. Acredito em ti. Acredito que ainda existem pessoas que não querem estar sempre no mesmo sítio, como tu. Acredito em alguém que se saiba valorizar e que saiba valorizar os outros da mesma maneira, merecedores ou não. Posso dizê-lo... posso dizer que gosto muito de ti, mas já são palavras tão gastas e absolutas, que não sei no que nos considerámos quando nos desvendamos cada vez mais e mais... e mais. Não é nada fácil de se fazer permanecer, esta coisa do amor, e de tudo o que ele envolve. E mais do que isso, não é nada fácil de encontrar e agarrar, a verdade é essa. Passou algum tempo, mas chegaste. Quero que sintas falta de mim em ti, todos os dias. Quero que te sintas capaz disso. E que eu seja capaz de gostar, cada dia que passa, mais um bocadinho de ti, porque tu, tens valor. Acredita em mim.

4 comentários:

Sofia Moreira disse...

adorei oh!

Niqui disse...

que belo texto, repleto de verdades :)

Sofia Duarte disse...

Tem de ser assim não é? Se não nunca avançamos*

Maria Inês disse...

É mesmo, adoro :D