23 novembro 2011

Tudo nos pode acontecer de um dia para o outro. Farta estou eu de tentar conciliar os dias de raiva com os de alegria levada ao extremo, o espírito muda e eu mudo com ele. A morte, a ausência, a falta e a saudade torna-se nos nossos maiores aliados e a força... a força parece não existir no meio de desespero. A voz dói, o cansaço atormenta. Cansada de ti. Cansada de mim. Cansada do teu jogo. Cansada de ver todos assim. Todos a acabar com as vidas, com as relações, com a felicidade. Queria eu estar no vosso lugar! Pensem, não discutam por coisas insignificantes e ultrapassáveis. A distância magoa, magoa muito, eu sei... e nem todos a conseguem enfrentar, mas... nós caminhámos sozinhos.  Aprendemos a caminhar sozinhos e não importa o que nos digam, vai ser sempre assim. No fim, vamo-nos encontrar só a nós, com as veias congeladas porque fugimos, porque tu, ele, ela já não está e atormentados porque não fizemos nada, nada para que fosse diferente. Não tenham medo de lembrar, tenham medo de esquecer... só isso. 

4 comentários:

Suu disse...

tanta verdade ivone *

ines disse...

Temos todos medo de lembrar, fazemos sempre o contrário

Catarina Brito disse...

dos melhores textos que já li até hoje!

Esther disse...

eu estou contente por nao ter sido vencida pela distancia.. mesmo assim nao chega