08 setembro 2011

autor desconhecido

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumadores teriam uma fila de pretendentes a bater-lhes porta. O amor não se mede a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã dos Caetano. Isso são só referencias. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Tu amas aquela petulante. Escreveste centenas de cartas às quais ela não respondeu, deste-lhe flores que ela deixou a seco. Tu gostas de rock e ela de pop, tu gostas de praia e ela tem alergia ao sol, tu abominas o Natal e ela detesta o Ano Novo. É que nem no ódio vocês combinam! Então?! Então, é que ela tem uma maneira de sorrir que o deixa imobilizado, o seu beijo é mais viciante do que drogas, tu adoras discutir com ela e ela adora implicar contigo. Isso tem nome. Tu amas aquele palerma. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele não se aguenta uma semana nos empregos, está sempre duro, e é mulherengo. Ele não tem a mais pequena vocação para príncipe encantado e ainda assim tu não consegues despachá-lo. Quando a mão dele toca na tua nuca, tu derretes como manteiga. Ele fala alto, diz asneiras. Por que é que amas este homem? Fácil. Porque homens honestos existem aos milhares, generosos existem às resmas, bons pais de família são quase todos, bons motoristas são uma grande maioria, bons empresários há por aí aos molhos, grandes modelos são centenas, homens de bons modos está o mundo cheio! Mas ninguém consegue ser como o amor da tua vida é. Amar não requer conhecimento prévio. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.